A Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) de Botucatu inicia em 31 de agosto de 2026 um inquérito sorológico canino para leishmaniose visceral no Jardim Itamarati. Segundo a Prefeitura de Botucatu, a ação foi definida após a confirmação de um cão positivo na região.
O trabalho terá apoio da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp. O levantamento busca verificar se há outros cães infectados e fornecer informações para as estratégias de prevenção e controle da doença.
A iniciativa envolve cães e moradores da Região Norte de Botucatu. As equipes visitarão imóveis da vizinhança para realizar o inquérito e orientar a população.

A leishmaniose visceral é transmitida pela picada do mosquito-palha infectado, que se desenvolve principalmente em locais úmidos com matéria orgânica em decomposição. A Prefeitura também informa que ações de vigilância semelhantes são realizadas no Distrito de Rubião Júnior.
Inquérito sorológico vai avaliar cães próximos ao caso confirmado
Na etapa inicial, as equipes visitarão imóveis situados em um raio de aproximadamente 200 metros do local onde foi identificado o cão positivo. Durante as visitas, serão coletadas amostras de sangue dos cães para diagnóstico da leishmaniose visceral.
Além da coleta, os profissionais explicarão aos moradores como a doença é transmitida e quais medidas podem ajudar a reduzir os riscos. As orientações serão oferecidas durante as visitas aos imóveis da região.
Conforme a Lei Municipal nº 6.921, de 23 de junho de 2026, tutores não poderão recusar a coleta de material biológico dos animais para diagnóstico durante ações de vigilância. A Vigilância Ambiental informa que seus profissionais estarão identificados e poderão esclarecer dúvidas dos moradores.
Transmissão da doença e medidas de prevenção no ambiente
Para reduzir condições favoráveis à proliferação do mosquito-palha, a Prefeitura orienta manter os quintais limpos e sem acúmulo de folhas, frutos ou matéria orgânica. Também recomenda evitar o acúmulo de lixo e de outros materiais nos imóveis.
Galinheiros, canis e abrigos de animais devem ser mantidos limpos, e as fezes dos animais precisam ser recolhidas regularmente. A orientação municipal também é evitar matéria orgânica acumulada em locais úmidos e sombreados.
Entre as medidas indicadas está o uso de coleiras repelentes específicas nos cães, seguindo a orientação de um médico-veterinário. A recomendação integra as medidas de prevenção voltadas aos animais.
Moradores podem solicitar dúvidas e orientações à Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) pelo WhatsApp (14) 98120-1933. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17 horas.

